Para iniciarmos com o pé direito, que tal uma reportagem sobre a construção de uma locomotiva que rodou em nossas ferrovias, mas que apesar de não ser fabricada pela Frateschi, pode ser confeccionada aproveitando-se várias peças de locomotivas fabricadas por ela?
Este artigo foi publicado na Edição 09/1 de Maio de 1998.
Texto, Fotos e Desenhos Por J.Oscar, exceto quando assinalado

Este projeto foi apresentado no 1º Encontro Brasileiro de Ferromodelismo como locomotiva em escala HO, não recebendo classificação, porém sendo bem pontuado devido ao trabalho de construção e o acabamento final empregado.
Pela avaliação dos julgadores, o modelos estava fora de escala, devido às suas dimensões e ao tipo de truques empregado, que era um par de truques HO, Frateschi, que representa o truque padrão americano, bitola de 1,43m, sendo a locmotiva , na verdade, usad em bitola métrica e com dimensões gerais bem menores que as representadas no modelo.
A sugestão de se construir o modelo num chassis da G-12, foi apresentada na Revista Brasileira de Ferromodelsimo, ano 1 - 01/02/03/1988, (antigo Informativo Frateschi), onde havia um pequeno histórico das máquinas que rodaram no Brasil.
Elas rodaram primeiramente na Vale do Rio Doce e depois foram vendidas a RFFSA, onde encerraram suas carreiras no Rio Grande do Sul, mais precisamente em São Leopoldo, onde ainda existe uma delas preservada, a 6009, no Museu Ferroviário de São Leopoldo.
Nota da Redação Outra locomotiva desse modelo, até pouco tempo servia na escola de maquinistas de Curitiba - PR na cores da ALL (América Latina Logística).
O artigo não apresentava as plantas originais e as medidas foram feitas para que coubessem em um chassis da G-12 Frateschi, sendo ainda utilizadas algumas partes de várias carcaças de locomotivas. As escadas laterais, portas laterais, dianteiras e trazeiras são retiradas da Fa-1, o ventilador e grades do freio dinâmico da G-22U, as tampas do teto, a porta dianteira e grades de ventilação foram retiradas da U-20C e a porta trazeira foi retirada de uma F-7 Atma (#1).

Lista de Material - Veja Foto 01 para detalhes.
- 1 carcaça FA-1
- 1 carcaça G-22U
- 1 carcaça U-20C
- 1 carcaça F-7 Atma (#1)
- 2 jogos de peças de acabamento do tanque de de combustível da G-22U
- 1 chassis com motor, redutores e truques da G-22U ou G-12
- Chapa de estireno 1mm
- Chapa de estireno transparente e fino
- Tarugo de estireno de sessão retangular com 6x4x33mm
- Furadeira, faca de modelismo, limas, lixas (100,180,240,400), serra tico-tico manual (de ouríves), etc.
- Arame de latão 0,3mm
- Peças de detalhamento (engates Kadee, tela de arame ou nylon, etc)
- Decalques e letras destacáveis (Logotipo RFFSA, letras e números)
- Cola SuperBonder, e Araldite transparente (secagem lenta)

(#1) - Hoje, isso poderia ser considerado um crime (destruir a carcaça de uma locomotiva rara), portanto, talvez seja interessante obter essa peça da carcaça da FA-1.

Construção
- 1 - Primeiramente, devem ser retiradas as peças que deverão ser cortadas das carcaças comerciais. Retirar as peças com cuidado para não estragar os baixos e altos relevos que as delimitam. Elas deverão ser cortadas um pouco maior e depois ajustadas até chegar aos limites desejados, ficando o máximo possível em esquadro. Esse ajuste deverá ser feito depois de cortados furos nas laterais da nova carcaça, feita com as chapas de estireno, que descreveremos a seguir.
- 2 - Cortar as laterais direita e esquerda da locomotiva comforme mostrado na Planta 01 , marcar os cortes e furos necessários que deverão ser feitos com precisão. Os furos quadrados podem ser feitos das seguintes maneiras.
- 2a - Pelo lado interno da chapa (o lado que ficará para o interior do modelo acabado), com um riscador bem amolado ou com a ponta da faca de modelismo ou estilete (pelo lado cego da lâmina), com a ajuda de uma régua metálica, faça riscos sucessivos sobre os limites da área a ser cortada, até atravessar a chapa. Este método, se executado com precisão, necessitará de menos acabamentoposterios com a lima e dará um acabamento bastante preciso.
- 2b - Com uma broca adequada, fure o mais próximo possível dos cantos do desenho. Com a serra tico-tico, cortar a região entre os furos, o mais próximo possível do seu limite. Limar as rebarbas até chegar ao ponto desejado. Este método dá mais trabalho por deixar material a ser retirado posterioremente com a lima e se não for bem executado, deixa alguma irregularidade no corte.
- 2c - Os furos redondos devem ser feitos com broca na medida adequada. As janelas dos maquinistas deve ser cortada sem a haste vertical para facilitar o trabalho, mas deverá ser providenciada posteriormente com um filete de estireno na medida correta.
- 3 - Cortar as peças de suporte do teto (2 peças).
- 4 - Cortar as peças de suporte da parte superior do nariz (2 peças).
- 5 - Cortar as peças de formação do perfil frontal do nariz da locomotiva (2 peças).
- 6 - Cortar as peças de acabamento da trazeira da locomotiva (peças A e 2xB).
- 7 - Colar os suportes do teto, do nariz (superior e frontal) e a peça A de acabamento da traseira conforme a Figura 01.
- 8 - Cortar as peças de fechamento do teto, da parte superior e frontal do nariz, conforme o desenho das plantas. Para um melhor acabamento, essas peças devem ter um pequeno chanfrado em suas laterais para permitir um melhor acabamento das junções, diminuindo a necessidade se massa Putty para tapar a frestas.
- 9 - Colar as peças de fechamento do teto, nariz e frente conforme a Figura 02.
- 10 - Cortar e colar as peças do pára-brisas conforme a Figura 03.