DECORAÇÃO

GRIFER, O SONHO QUE SE TORNOU REALIDADE

Tradicionalmente, não há uma obrigatoriedade de que cada módulo em uma Maquete Modular tenha uma decoração única, ou orientada por um tema único.Cada construtor escolhe o seu tema, sem um necessário compromisso com os módulo adjacentes, mas também pode ser escolhido um tema para a maquete como um todo, que foi o modelo adotado pela Maquete Modular da GRIFER.
Na GRIFER, a princípio, definiu-se como seria o traçado, consistindo-se de dois pátios principais, sendo que um reproduziria uma estação antiga, ainda com seus equipamentos orientados para a tração a vapor, denominado pátio Vapor e um outro pátio, mais moderno já totalmente adaptado para a tração diesel, denominado pátio Diesel.
A partir daí, por cinco módulos, sendo três curvos e dois retos, a linha segue dupla, passando por indústrias, cidades, vilas e um pequeno túnel, simplesmente para dar espaço para os trens andarem.
Logo a seguir, em um terceiro conjunto de cinco módulos, teríamos um pátio longo que possibilitasse a troca de linhas de uma ou duas composições completa, possibilitando uma certa interatividade entre os dois usuários da maquete no momento.
A decoração do cenário começou pelo módulo reto especial que presede o patio Vapor, que de um modo didático, para mostrar as possibilidades do sistema de maquete modular, esse módulo foi rebaixado para colocação de uma ponte rodo-ferroviária, passando sobre um pequeno riacho.
Mesmo sendo uma maquete totalmente plana em sua comcepção, nada impede que façamos a decoração em um plano vertical. Desde que os trilhos estajam na altura padronizada, a decoração pode ir do chão ou até o teto até, se assim for desejo do construtor, podendo-se observar todos e quaisquer tipo de cenário possíveis em uma maquete ferroviária.
A decoração seguiu então passando-se para o pátio de transição de trens, o pátio Otto, inicialmente com um cenário eminentemente rural, com morros, estradas de terra e uma pequena fazenda de criação de gado. A seguir, temos um pequeno lago com turistas fazendo pescaria e, em seguida para um bairro residencial, margeado pelo pátio de manobras. A seguir temos um pequeno centro comercial, centro de uma pequena cidade, proseguindo-se em uma transição campo/cidade e novamente de transição cidade/periferia, passando então por bairros com um misto de comércio, residências e indústrias e chegando-se então à estação central, o pátio Diesel, com sua estação e oficinas. Após isso, chegamos ao pátio antigo, com decoração da era a vapor, o pátio Vapor, com estrutura remanescentes dessa era, como torre de carvão, caixa d'água, depósito de locomotivas e etc.
Para a construção do terreno, foi usado papel jornal para dar volume aos morros, gesso para a cobertura e definição do terreno, quando modela-se rochas, muros de pedra, desníveis do terreno, tinta PVA e corantes para tinta latex para a pintura base, com os quais definiu-se morros, pedras e outros detalhes. Para a cobertura do terreno, usou-se terra vermelha (barro seco e peneirado finamente), importada especialmente de Brasília - DF. Serve qualquer tipo de barro ou terra vermelha, desde completamente seco e finamente peneirado, de modo a obter-se uma textura compatível com a escala modelada.
Para a vegetação usou-se grama importada fabricada pela Woodland Scenics e árvores de diversas procedências, normalmente doadas pelos componentes do grupo.
As estruturas são um misto de kits novos e usados, de diversos fabricantes e procedência, um misto de produtos nacionais e importados, sendo que muitos deles foram modificados para dar uma diferenciação mais perceptível no cenário.



Texto por: J.Oscar Oliveira


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